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Valorizando a Literatura produzida em Goiás - II por Antonio Almeida
 

Opinião (09/07/2008)

Valorizando a Literatura produzida em Goiás - II

Graças à larga visão cultural e intelectual do então competente deputado estadual Ursulino Leão, foi apresentado e aprovado o projeto de lei nº 6.979, em 11 de junho de 1968, incluindo o estudo de Literatura Goiana em todas as escolas de Goiás (publicada na edição de quarta-feira, 2 de julho de 2008, neste mesmo espaço).

Ursulino é, hoje, membro da Academia Goiana de Letras, ocupando a Cadeira nº 20. Grande cultor das letras, já na década de 60 do século 20, preocupava-se com a divulgação dos valores literários de Goiás. Seu desejo era que todos os estudantes do Estado pudessem conhecer e, conseqüentemente, valorizar os literatos da terra anhangüerina.

Aqui, mais uma vez, chamamos a atenção dos nossos governantes, em
âmbito estadual e municipal, e dos nossos parlamentares, reitores, secretários(as) de Educação, coordenadores(as) e professores(as) para que possamos colocar em prática tão valiosa lei.

Transcrevemos na íntegra a justificativa do digno deputado para a referida lei, já que poucos goianos sabem da existência deste magnífico instrumento de divulgação.



"JUSTIFICATIVA

Os recentes concursos e vestibulares mostraram como é geral o desconhecimento da Literatura Goiana, mesmo entre os membros do corpo docente das escolas estaduais.

Todavia, nota-se grande interesse na classe estudantil por nossa
Literatura, a ponto de muitos escritores goianos serem chamados a proferir conferências, sobre ela, em inúmeras cidades do Estado.

Realmente, é preciso que as gerações mais novas se enterneçam com
os versos de Félix de Bulhões, Gastão de Deus, Léo Lynce. E comunguem os sentimentos de um Afonso Félix de Souza, um Xavier Júnior, um José Godoy Garcia. A obra, sempre atual, de Americano do Brasil, de Cônego José Trindade da Fonseca e Silva, de Henrique Silva, não pode permanecer no olvido.

Não somente Hugo de Carvalho Ramos e Bernardo Élis, mas também Moisés Santana, Egerineu Teixeira, Gilberto Mendonça Teles, Eli Brasiliense, Rosarita Fleury e o vigoroso Waldomiro Bariani Ortencio devem ser nomes familiares nas escolas e nos lares.

Hygino Rodrigues, Joaquim Bonifácio de Siqueira, Zoroastro Artiaga, Demóstenes Cristino, Gelmires Reis, os moços do "Grupo de Escritores Novos" têm ressonância nas letras goianas, e essa ressonância deve alastrar-se, como o eco nos montes.

Há, de fato, entre os homens de letra desta terra, numerosos autores, cujas obras ilustram e enriquecem, sobremaneira, a Bibliografia Goiana, digna de ser estudada e conhecida.

E o caminho certo para isso é, sem dúvida, o traçado pelo presente projeto, que representa também reconhecimento ao grande e brilhante trabalho dos nossos literatos, de ontem e de hoje, no terreno das Belas Letras, tanto do gênero poético como no da prosa.

Além disso, o estudo da Literatura ajuda a desenvolver o intelecto e amplia os conhecimentos dos alunos, os quais, ao concluir o ginásio ou o normal, terão maior capacidade para continuar os estudos. E mais: aprenderão a expressar o belo mediante a palavra, falada ou escrita.

Daí, a razão e a procedência da proposição legislativa que ora submetemos à douta consideração dos membros deste Poder, esperando a sua aprovação unânime.

Sala das Sessões, em 11 de junho de 1968.

Ursulino Leão, deputado"


É impossível permanecer indiferente diante de tão magnífica explanação sobre o valor da Literatura Goiana e dos nossos autores. Faço minhas as palavras do digno acadêmico Ursulino Leão, e peço licença para acrescentar mais alguns grandes nomes da Literatura produzida em Goiás, como Cora Coralina, Geraldo Jerônimo de Queiroz, José Asmar, Yêda Schmaltz, Maria de Fátima Gonçalves Lima, Maria Luiza Ribeiro, Basileu Toledo França, o próprio Ursulino Leão, José Mendonça Teles, Kleber Adorno, Heloisa Helena de Campos Borges, Martiniano J. Silva, Natalina Fernandes, Julia Franco, Paulo Nunes Batista, Moema de Castro e Silva Olival, Hélio Rocha, Humberto Crispim Borges, Modesto Gomes, Esther Oriente, Aidenor Aires, Antonio José de Moura, Gabriel Nascente, Célia Siqueira Arantes, Coelho Vaz, José Fernandes, Augusta Faro, Alice Spíndola, Darcy França Denófrio, Ubirajara Galli, Edival Lourenço, Lêda Selma, Placidina Lemes Siqueira, Brasigóis Felício, Miguel Jorge, Jacy Siqueira, Iuri Rincon, dentre tantos outros que, se fossem citados, encheriam muitas páginas.

Já falei e repito: é preciso que tanto a Assembléia Legislativa quanto a Câmara Municipal se empenhem em fazer conhecida a lei, já existente há mais de quarenta anos, junto às escolas e universidades, para que estas possam valorizar mais os intelectuais goianos e sua produção literária.

Antonio Almeida é editor e proprietário da Gráfica e Editora Kelps,
presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de Goiás (Sigego) e da Abigraf Regional Goiás. Presidente do Conselho de Responsabilidade Social da Fieg. Presidente da Sociedade Cidadão 2000.

Artigo veiculado no jornal Diário da Manhã em 09/07/2008

Este artigo foi publicado em quarta 09 julho, 2008.
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